sexta-feira, 31 de julho de 2009

Empreendedorismo também se aprende na escola

A Escola Empreendedora, idealizada por Joseph Schumpeter, um dos mais influentes pensadores econômicos do século XX, é o primeiro referencial da doutrina descritiva da estratégia, alicerçada em processos de caráter cognitivo e intuitivo, onde a formulação da estratégia resulta de um processo visionário calcado num líder único, “iluminado” e controlador, que possui visão de empreendedor, ousado, capaz de romper paradigmas e inovar; mas também capaz de tornar a organização totalmente dependente e vulnerável ao seu comportamento, tornando-se excessivamente rígida, pouco criativa e despreparada para enfrentar mudanças. Esta doutrina encontra referenciais também na Escola Cognitiva e do Aprendizado.

No fundo, como destacado pelo Prof., “todo empreendedor é um agente identificado pela doutrina econômica que sobrevive à destruição criativa que move o capitalismo”. A lógica do empreendedorismo, portanto, seria fazer aflorar conhecimentos táticos a partir de conhecimentos estratégicos e o seu ganho em sinergia para a economia.

Esse caráter dinamizador do empreendedorismo enquanto política pública encontra foco no Brasil nos fundos setoriais governamentais, que reúnem recursos para inovação tecnológica e nos bancos de desenvolvimento econômico e social, a exemplo do BNDES e do Bando do Nordeste do Brasil (BNB). Outras entidades de participação pública e privada, como o Sebrae, também têm importante papel no fomento ao empreendedorismo nacional a partir da década de 90.

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