A maior contribuição da Escola do Planejamento é a metodologia de Cenários, ferramenta para configurações de futuros prováveis, visando organizar as incertezas em um número limitado de alternativas, orientando a atuação dos decisores. A prospecção de cenários é uma importante contribuição para a estratégia de internacionalização das organizações, pois estabelece as conexões entre o presente e o futuro e a combinação entre as diversas variáveis, em diferentes conjunturas. Porém, não é possível saber com segurança qual será o futuro, morada especial do imprevisto.
E, por essa razão, a maior crítica relativa a esse modelo consiste na inflexibilidade, imprevisibilidade e dificuldade de ação, especialmente para os níveis executores, e diante das contingências e novas premissas que passaram a determinar a história da economia moderna a partir dos Anos 60, época da criação da Escola do Planejamento. A partir daí, o mundo inicia um período conturbado de movimentos políticos, civis e militares, tendo em vista a afirmação dos direitos civis e a formação de grandes blocos regionais, com interesses econômicos e territoriais. Com o fim do padrão ouro, surge a volatilidade de preços, a partir dos choques do petróleo e os conflitos no Oriente Médio, que alteram toda a matriz energética e a lógica econômica mundial. E, desde então, todos os preços da economia estariam livres para flutuar nas incertezas do mercado.
“Foi aberta a 'caixa de pandora' onde estavam guardados todos os males da humanidade e para onde não mais retornariam”.
A contribuição ontológica de cada doutrina, em um encadeamento, consiste no tratamento epistemológico da estratégia descritiva, que encontra ainda representação na Escola do Posicionamento, que tem em Michael Porter, economista de Harvard, um de seus principais expoentes, com o modelo das cinco forças competitivas:
• Ameaça de novos entrantes;
• Poder de barganha dos fornecedores;
• Poder de barganha dos clientes;
• Ameaça de produtos substitutos;
• Rivalidade entre concorrentes.
Pensar neste modelo, porém, é condição básica para a estratégia nos dias de hoje, para a composição da cadeia de valor de uma organização; e, portanto, torna-se limitado no desenvolvimento de novas estratégias, focando a orientação dos resultados excessivamente no plano econômico, em detrimento do político e social.
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