“A estratégia é um conceito multifacetado. Não há receita de bolo com base doutrinária”. Assim o Prof. Cova iniciou o seu diálogo com a turma, apresentando os “5 Ps” das definições de estratégica, segundo Henry Mintzberg, em sua obra “Safári de Estratégia”. O autor reúne as dez maiores escolas de pensamento acerca do tema e passa a uma breve explanação sobre cada modelo:
A estratégica como Plan (plano) – Nesta vertente enquadram-se, entre outras, a Escola do Planejamento e a Escola do Design, que consideram os aspectos ontológicos do conhecimento, a partir da análise de ferramentas e variáveis críticas (ex.: análise SOWT), que correlacionam as oportunidades, ameaças, pontos fracos e fortes de uma organização.
A estratégica como Pattern (padrão) – Neste modelo enquadra-se a Escola do Poder. Traduz estratégias formuladas a partir de um processo político, do jogo de poder entre as forças, os atores internos e externos, e da adaptação evolutiva ao ambiente empresarial.
Estratégia como Position (posição) – Reflete a doutrina de Michael Porter sobre o posicionamento no ambiente e as estratégias genéricas que determinam fatias de mercado. Nesta vertente encontra-se a Escola do Posicionamento.
Estratégia como Perpective (perspectiva) – Abrange a Escola Empreendedora e a Escola do Conhecimento. Estabelece modos próprios de construção de estratégias a partir de modelos mentais e filtros cognitivos que projetam a visão coletiva de uma empresa sobre a realidade.
Estratégia como Ploy (artimanha) – Traduz-se na própria história dos enfrentamentos humanos, que, em um maior nível de sofisticação, foi absorvida pelos processos de gestão. É a estratégica com finta, manobra, onde estão em jogo todas as armas que uma empresa detém para sobreviver. Inclui-se neste modelo a Escola Ambiental.
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